Em oito dias, hospital de Curitiba recebe seis pacientes queimados por fogos de artifício

Segundo o Hospital Evangélico, as festas de fim de ano alteram o perfil do paciente que sofre queimaduras; veja os primeiros socorros na reportagem.

Por Ademir Zilio 31/12/2017 - 21:32 hs

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, que é referência no tratamento de queimaduras, registrou, entre 20 de janeiro e quinta-feira (28), seis pacientes que ficaram feridos em acidentes envolvendo fogos de artifício.

Segundo o hospital, as festas de fim de ano alteram o perfil do paciente que sofre queimaduras e que precisa receber atendimento especializado.

Em praticamente o ano inteiro, as causas são acidentes domésticos e de trabalho; já no período entre Natal e Ano Novo, a maior parte das queimaduras ocorre durante o manuseio de material pirotécnico, usado para comemorar o período natalino e o réveillon.

Até a publicação desta reportagem, dos seis socorridos, apenas um jovem de 19 anos permanecia internado com ferimentos e fraturas na mão esquerda.

Ele tentou mexer em uma bomba caseira na noite de Natal, mas o material explodiu na mão dele. O paciente deve ser submetido a um tratamento especializado nos próximos dois meses.

 

Primeiros socorros

 

Em caso de acidente com fogos de artifício, os primeiros socorros no local da ocorrência devem seguir alguns procedimentos:

 

  • Se a pessoa tiver a roupa em chamas, deve tentar rolar no chão para apagá-las.
  • No caso de ferimento na pele, a orientação é a de evitar aplicar qualquer medicamento por conta própria.
  • A intervenção emergencial deve se concentrar na colocação no local do ferimento de uma toalha úmida com água fria. Evite água gelada. A água ajuda a esfriar o local machucado e a impedir que o ferimento se agrave.
  • A toalha deve permanecer no local do ferimento, fixada com curativo, até a chegada ao hospital para o atendimento profissional.
  • Quem for manusear os fogos de artifício, deve contratar um profissional ou se posicionar a uma distância segura do pavio na hora de acender o artefato.