Operação Deriva 2 apreende aeronaves agrícolas em Londrina

Força-tarefa formada por diversos órgãos de áreas distintas foi deflagrada nesta terça-feira (21) no Paraná e na segunda-feira (20) no Mato Grosso do Sul.

Por Ademir Zilio 21/11/2017 - 22:18 hs
Foto: RPC TV

 

Uma operação conjunta deflagrada na manhã desta terça-feira (21) em municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul busca combater irregularidades na aplicação de agrotóxicos por empresas de aviação agrícola.

A Operação Deriva 2, formada por diversos órgãos da áreas de segurança pública, meio ambiente, sanidade animal e vegetal e aviação civil, entre outros, apreendeu quatro aeronaves na tarde desta terça-feira no Aeroporto 14 Bis de Londrina, no norte do estado.

Também ocorreram fiscalizações nos municípios de Cornélio Procópio e Tamarana, ambas no norte do Paraná, e em Presidente Castelo Branco, no noroeste do estado. Em Cornélio Procópio, foram apreendidos 30 litros de agrotóxicos.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a empresa que utiliza as aeronaves em mais de R$ 1 milhão pela falta de licenciamento do Instituo Ambiental do Paraná (IAP) para operar com agrotóxicos.

Quatro aeronaves agrícolas foram apreendidas no Aeroporto 14 Bis, de Londrina, no norte do Paraná. (Foto: Fábio Silveira/RPC) Quatro aeronaves agrícolas foram apreendidas no Aeroporto 14 Bis, de Londrina, no norte do Paraná. (Foto: Fábio Silveira/RPC)Quatro aeronaves agrícolas foram apreendidas no Aeroporto 14 Bis, de Londrina, no norte do Paraná. (Foto: Fábio Silveira/RPC)

O proprietário da empresa, com um documento do órgão de 2013, disse que o licenciamento é de exclusividade do Ministério da Agricultura.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) aplicou outra multa à empresa, de R$ 9 mil, por falta de registro junto ao órgão. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) bloqueou o uso das aeronaves. Para voltar a utilizar os aviões, a empresa precisará regularizar a situação nos três órgãos.

No Paraná, a ação foi coordenada pelos Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo e de Direitos Humanos. A força-tarefa deve seguir nos próximos dias.

O nome da operação é uma referência a situações em que o agrotóxico não atinge o local desejado e se espalha para outras áreas.