Noroeste do Paraná tem 20 casos de dengue em 2018

Em Nova londrina e Itaúna do Sul, situação é preocupante

Por PDN Notícias 12/05/2018 - 12:34 hs

Os municípios do Noroeste do Paraná totalizam 20 casos de dengue de janeiro até agora. É o que mostram os dados preliminares da 14ª Regional de Saúde, levando em conta as informações repassadas pelas prefeituras.
O maior número de confirmações foi registrado em Paranavaí, com 11 casos positivos. Santa Isabel do Ivaí tem quatro, Amaporã tem dois e Loanda, Paraíso do Norte e Planaltina do Paraná aparecem com uma confirmação cada.
Chama a atenção a diferença entre as notificações de casos suspeitos e a quantidade de casos positivos. Ao longo do ano, as secretarias municipais de Saúde contabilizaram 520 pacientes que apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue. Desse total, 417 análises laboratoriais tiveram resultados negativos.
INFESTAÇÃO - De acordo com o último levantamento feito em cada município da região para identificar o índice de infestação por Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, 23 estão com percentual acima do estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS) como tolerável, ou seja, 1%.
Significa que apenas cinco municípios encontram-se dentro dos limites preconizados pelo MS: Inajá (0,7%), Jardim Olinda (0,5%), Santo Antônio do Caiuá (0,4%), São Carlos do Ivaí (1%) e São Pedro do Paraná (0,5%).
As situações mais preocupantes são identificadas em Loanda (6,9%), Querência do Norte (6,7%), Nova Londrina (6,6%), Amaporã (4,9%), Itaúna do Sul (4,9%), Tamboara (3,8%) e Planaltina do Paraná (3%).
CUIDADOS - Para evitar que a situação se agrave, é preciso que moradores e empresários se empenhem no combate ao Aedes aegypti, que também transmite chikungunya, zika e febre amarela. Os cuidados devem ser diários.
É necessário verificar vasos de plantas, bebedouros de animais, calhas e outros objetos que possam acumular água e sirvam como depósito de ovos para o mosquito. Assim, interrompe-se o ciclo de reprodução, reduzindo os índices de infestação.
Outra situação que precisa de atenção é o descarte de lixo em terrenos baldios, margens de estradas e fundos de vale. Os resíduos jogados de maneira irregular também podem se transformar em criadouros do inseto, contribuindo para a propagação.